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Raymond Chow e a revolução das artes marciais no cinema

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Nascido em 8 de outubro de 1927, em Hong Kong, Chow foi responsável pela popularização das artes marciais no mercado cinematográfico mundial. Gradou-se em Jornalismo em 1949, em Shangai. Mas foi entre 1958 e 70 que entrou para a carreira cinematográfica como chefe de publicidade e produção da Shaw Brothers, na época, uma potência do cinema asiático. Em 1970, co-fundou a Golden Harvest, expandindo a capacidade artística da produtora e atraindo lendas como Bruce Lee. A parceria dos dois rendeu a sociedade Concord Production Inc., onde Chow ficava a cargo das decisões burocráticas de produção, enquanto Lee, das decisões artísticas da produtora. Depois de produzir enormes sucessos e lançar nomes como o próprio Bruce Lee, além de Jackie Chan e Tsui Hark, para o cinema mundial, oficializou a sua aposentadoria em 2007, quando vendeu suas ações da produtora. Faleceu em 2 de novembro de 2018, aos 91 anos.

Curta-metragem: Qual Queijo Você Quer? (2011) - Direção: Cíntia Domit Bittar

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Um simples pedido para comprar um queijo na venda, faz com que Margarete (Amélia Bittencourt) tenha uma discussão sobre o relacionamento com seu marido, Afonso (Henrique César). O filme tem um tom poético e de apelo existencial sobre o que imaginamos para o nossa vida e o que iremos conseguir realizar de fato; sonhos, projetos, viagens. O fato é que sempre iremos estar insatisfeitos com uma coisa ou outra, mas a vida a dois deu ao casal tudo o que eles poderiam desejar: filhos, netos, bisnetos, uma velhice tranquila. Não realizar um sonho de juventude faz parte. A direção de arte fez um trabalho excelente na montagem do cenário. E a equipe de fotografia mandou muito bem; os planos-detalhes sempre conseguem fazer a inserção do espectador com os personagens e com o seu lar, nos levando a uma intimidade maior tanto com o apartamento, quanto com os objetos que a personagem cita, ao longo da sua explosão emocional. O diálogo demonstra uma não aceitação do que o casal poderia ter vivido, mas...

Scooby! - O Filme (contém spoilers)

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A animação em live action de um dos desenhos mais adorados da história e lançado em agosto de 2020, parece que vai empolgar, mas termina não empolgando tanto (pelo comigo foi assim). O longa tem a parte gráfica toda caprichada e os trejeitos dos personagens Salsicha, Scooby, Welma, Fred e Daphne que realmente relembram os antigos desenhos da Hanna-Barbera. O que incomoda e parece atrapalhar bastante realmente é o desenvolvimento da trama e o roteiro. Lógico que nostalgia é bom, e ver vários personagens do universo Hanna-Barbera é legal, mas em "Scooby", muitos são jogados de qualquer jeito, numa trama que não tem muito a ver com o estilo dos desenhos antigos. Longe de mim, dizer que "Scooby" não deveria ter uma repaginada para atrair o público mais jovem, mas a forma como os outros personagens são inseridos, parece ter sido pela necessidade da equipe criativa de jogar um deles, quando a estória parecia ficar um pouco sem graça. A forma como Scooby e Salsicha se conh...

10 Clássicos da Sessão da Tarde - Parte 2

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Fazer listas com filmes clássicos da Sessão da Tarde não é tão difícil assim. Escolher os melhores, aí sim, é uma tarefa bastante difícil. Estas listas não seguem uma ordem de melhor para o pior ou vice-versa. Esta é a segunda parte dos filmes que marcaram a e ainda marcam gerações. Conta Comigo (1986) Em uma pequena cidade do Oregon, um grupo de amigos decide sair à procura do cadáver de um jovem desaparecido. O objetivo é serem vistos como heróis, mas descobrem o valor das verdadeiras amizades. Adaptação da obra de Stephen King. Um Príncipe e Nova York (1988) Eddie Murphy é figurinha carimbada nos clássicos da Sessão da Tarde. Nesta comédia ele interpreta um príncipe de um país africano que está prestes a se casar mas, antes, decide conhecer um pouco mais da vida, vivendo anonimamente na cidade de Nova York. Uma Babá Quase Perfeita (1993) Robin Williams também é outra figurinha carimbada em filmes que fizeram sucesso nas tardes da Globo. Impedido judicialmente de ver os filhos, Danie...

LEO 1313 (1997) - Direção: Betse De Paula - A era das "carteiradas"

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O curta-metragem segue um passeio de  um homem num carro conversível pelas ruas de Brasília. Tudo corre tranquilamente para ele, até o momento que um ônibus lotado aparece em seu caminho. Esta sinopse diz um pouco sobre a trama do curta, entretanto, apesar dos seus 23 anos, ele é bastante atual. LEO 1313 faz uma ironia com o costume que muitos brasileiros têm de tentarem resolver as coisas na base da "carteirada". Se um desembargador humilhar um guarda municipal já é algo vergonhoso, o que podemos pensar de um morador de um condomínio de classe média se vangloriando da possibilidade de um motoboy nunca poder ter uma vida como a dele (segundo ele)? E pior: quando uma pessoa perde totalmente a noção do ridículo ao dar uma "carteirada" num fiscal da prefeitura do Rio de Janeiro com o argumento: "Cidadão não. Engenheiro civil formado, melhor que você"?  A "carteirada" está associada ao apelo à autoridade. Uma pessoa se utiliza de uma condição para de...

O Inferno do Carandiru

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O dia 2 de outubro de 1992 não seria mais um dia normal no presídio do Carandiru, localizado em São Paulo. A penitenciária superlotada era um barril de pólvora, prestes a explodir a qualquer momento. E nesta data tanto o presídio explodiu numa rebelião, como a reação da Polícia Militar paulista foi igualmente explosiva, deixando, oficialmente, 111 presidiários mortos. Pelas telas da TV através dos noticiários, os brasileiros viam com perplexidade a invasão do presídio pela tropa de choque da Polícia Militar. Além de reportagens, matérias ou pesquisas sobre o ocorrido no Carandiru em 2 de outubro de 92, outras duas obras são essenciais, ou até mesmo causam uma estranha afinidade, tanto com o presídio quanto com os presidiários. Lançado em dezembro de 1997, o álbum "Sobrevivendo no Inferno" dos Racionais MC's, traz a história de um sobrevivente do massacre, onde os policiais atiraram em quem estivesse na frente de suas armas. A sétima faixa "Diário de um Detento",...

O centenário de Walter Matthau

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Nascido em 1º. de outubro de 1920, Walter John Matthow, na cidade de Nova Iorque, cresceu numa família pobre, começando a trabalhar ainda pequeno como vendedor de refrigerantes. Aos 11 anos, teve seu primeiro contato com arte cênica, ao participar de um trupe de teatro. Matthau serviu a Força Aérea dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial, mas logo que pôde, voltou a atuar, estreando na Broadway em 1948, substituindo um ator. Na TV, iniciou sua carreira em 1950, na série "Studio One".  No cinema, Walter Matthau estreou em 1955, no filme "Homem Até o Fim". Sua carreira de sucesso foi extensa, atuando em filmes dos mais variados gêneros, como no Faroeste "A Um Passo da Morte", também de 1955, no Drama Musical "Balada Sangrenta" (1958), que teve Elvis Presley como estrela, na Comédia "Adorável Trapaceiro" (1962), no Suspense "Charada" (1963) e na comédia "Uma Loura por Um Milhão", de 1966, onde ganhou o Oscar como melho...

Veneza Americana (1925) - Direção: Hugo Falangola e J. Cambiére

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O desenvolvimento que alcançou a cidade do Recife no segundo aniversário da administração de Sergio Lorêto, governador do Estado. Aspectos do porto de Recife que esteve até abril de 1922 sob a responsabilidade da Societé de Construction du Port de Pernambuco, passando então à dependência direta do Estado. Detalhes dos armazéns, alguns ainda em construção, e do cais, capacitado para receber navios como o Ayuruoca, do Lloyd Brasileiro, e o transatlântico Gelria, do Lloyd real Hollandez. A convite do sr. Julio von Sohsten, agente da empresa holandesa, o governador e comitiva, da qual faz parte o administrador das Docas, cel. Francisco Thaumaturgo Faria, visitam o navio, sendo recebidos pelo seu comandante, sr. Kolkman. O trabalho nas pedreiras de Comportas, de onde são extraídas as pedras para os trabalhos do porto e transportadas através de ferrovia com extensão de 21km até Recife. Os guindastes Bardeur e Titan em atividade. O quebra-mar, o entrocamento de proteção dos istmos de Olinda e...

Marcello Mastroianni: o cinema italiano não seria o mesmo sem ele

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Nascido na pequena Fontana Liri, Marcello Mastroianni, destacou-se após papéis como protagonistas em filmes ainda na fase do Neorrealismo Italiano, trabalhando com grandes diretores, como Mario Monicelli, Luciano Emmer, Dino Risi, dentre outros. Tornou-se um dos grandes ícones do cinema mundial principalmente após suas atuações em dois filmes do Federico Fellini: "A Doce Vida" (1960) e "8 1/2" (1963). Entre estas duas obras, atuou também em "Divórcio à Italiana" (1961), com direção de Pietro Germi, e "A Noite", também de 1961 e com direção de Michelangelo Antonioni. O maior ator do cinema italiano trabalhou com praticamente todos os grandes cineastas italianos, além dos já citados: Vittorio De Sica, Marco Ferreri, Luchino Visconti, Luigi Magni, Elio Petri, Giuseppe Tornatore. Mas a Itália ficou pequena para o talento dele; atuou em filmes fora da Itália como no caso do filme "O Apicultor" (1986) e "O Passo Suspenso da Cegonha"...

Michael Jackson e a revolução dos videocliples

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Muito além do seu grande talento como cantor, compositor e coreógrafo, o Rei do Pop, revolucionou a forma de se fazer clipes musicais, que até então não tinham um enredo e, em sua maioria, era produções "engessadas". Após o lançamento de Thriller (1982) e seu instantâneo sucesso, seguiu-se a produção de clipes que iriam mudar para sempre a história dos videoclipes. "Billie Jean" (1983), com direção de Steve Barron, com um enredo luminoso e misterioso. Teve um custo de U$ 50,000. Cinco semanas após a produção de "Billie Jean", iniciou-se a produção de "Beat It", com formato de curta-metragem e com orçamento de U$ 300,000, já era bem diferente e sinalizava o que poderia vir adiante.  O que quase ninguém esperava era que em 1984 o clipe da música "Thriller", que custou U$2,000,000 iria revolucionar ainda mais a produção de clipes. Com direção de John Landis, o curta-metragem se inicia com um personagem (Michael Jackson) e sua namorada numa...

Botinada: A Origem do Punk no Brasil (2006) - Direção: Gastão Moreira

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Neste documentário com direção de Gastão, ele mostra as origens e o surgimento da primeira fase do Punk Rock no Brasil. Como cresceram a estética, o estilo de som, as primeiras bandas, a influência estrangeira. 4 anos de pesquisa e 77 pessoas entrevistas explicam como o movimento surgiu em São Paulo e região do ABC em fins dos anos 70. Muitas das bandas mostradas são referência até hoje: Cólera, Restos de Nada, Inocentes, AI-5, Ratos de Porão, Ulster, Lixomania, Olho Seco, Fogo Cruzado, e várias outras. Os entrevistados falam sobre os primeiros redutos, os primeiros festivais e, como não poderia deixar de ser, a repressão policial. O Movimento Anarcopunk surgiu no final da ditadura militar, mas ainda pessoas eram detidas por vadiagem. Com bandas tocando um som de revolta e contestação social, os Punks viraram alvos constantes da Polícia Militar. Muto bem produzido, montado e editado, o documentário é essencial para qualquer fã do gênero. É a história do Punk no Brasil contada por quem ...

Porque nenhum cineasta amou tanto o vermelho quanto Pedro Almodóvar

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Texto de Guilherme Guimarães Dia 25 de setembro, o ícone do cinema espanhol faz 71 anos. Destes, pelo menos 40 foram dedicados à Sétima Arte. Seus filmes são poesias audiovisuais, narradas, geralmente, por personagens fortes, destemidas e marcantes. Volver! Alto lá! Nem tudo o que o diretor fala é sobre a sua mãe. Nem sobre a minha. Mas não há como negar que tanto a dele quanto a minha, as nossas mães, sempre estiveram e sempre estarão lá, representadas em seus filmes. Ora pela histeria incontestável de mulheres à beira de um ataque de nervos ora pela sutileza delicada de abraços partidos ao vento. O flamenco coreografado por ele é universal e todos sabem dançar. Almodóvar clama em sua obra: fale com ela! Fale com elas! Ouça as vozes da liberdade. As doces e agudas vozes da paixão. Ata-me! Entregue-se! Seja libertado também. A lei do desejo é esmagadora e insuperável. Deixe a carne trêmula falar mais alto nessa hora. E, nessa hora... Ah... nessa hora... Viva a má educação. Aquela que s...

Deixou saudades: Revista Bizz/Showbizz

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A revista Bizz, do grupo Abril, foi produzida inspirada em revistas similares estrangeiras como a Rolling Stone,tendo edições mensais. Circulou de 1985 até 2001. Teve um retorno 4 anos depois, para encerrar suas atividades novamente em 2007.  A primeira edição da revista Bizz se baseou em pesquisas feitas junto ao público que acompanhou o Rock in Rio I, em 1985. A revista acompanhou o 'boom" do Rock Brasil e as inúmeras bandas que surgiram nos anos 80: Legião Urbana, Capital Inicial, Engenheiros do Hawaii, Paralamas do Sucesso, Biquini Cavadão, Kid Abelha, Plebe Rude, Heróis da Resistência, e mais tantas. A revista Bizz não se restringia apenas à música, mas também cinema, moda e cultura pop. As edições da Bizz/Showbizz traziam várias edições com pôsteres da bandas e artistas que faziam sucesso na época. Após a criação da Editora Azul (1986), responsável pelas publicações da revista Bizz, a mesma passou a se dedicar somente à música, já que outra revista foi criada para o públ...